Архив за Февраль 2007

«Lei de mercado» leva igrejas à Justiça

Февраль 26, 2007

Dizendo-se lesadas, pessoas que confiaram em promessas divinas pedem indenizações por danos morais e materiais

Para sociólogos, revolta ilustra mudança na relação com a religião, que presta serviços e é pautada pelo dinheiro de contribuintes

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
MATHEUS PICHONELLI
DA EQUIPE DE TREINAMENTO

TEOLOGIA VALORIZA DÍZIMO E RECOMPENSA
As neopentecostais adotam a chamada Teologia da Prosperidade: prometem a quem provar sua fé –pagando dízimo– cura, dinheiro, amor e outros prêmios Eles depositaram fé, confiança e dinheiro em quem lhes prometeu prosperidade e dias melhores. Até que um dia, cansados de esperar pela providência divina, resolveram pedir o dinheiro de volta.

Não são consumidores lesados, mas fiéis desapontados que, dizendo-se enganados por líderes religiosos, tomaram o caminho da Justiça para cobrar das igrejas indenizações por danos morais e materiais.

Nas estantes de fóruns e do Tribunal de Justiça de São Paulo, casos de pessoas que investiram dinheiro em promessas _desde a celebração de um casamento até o enriquecimento imediato_ esperam agora da lei dos homens uma sentença final _ao menos nesta vida (leia os casos ao lado).

As histórias de Maria e de Carlos Marcelo, ex-freqüentadores da Igreja Universal do Reino de Deus, ilustram essa situação. Eles reclamam na Justiça terem vendido bens, como apartamentos e carros, em troca de uma prosperidade financeira que não foi alcançada, de um milagre que não ocorreu. Nas audiências, representantes das igrejas dizem que são mediadores da vontade divina e que não se comprometeram a cumprir as promessas feitas em nome de Deus. A moeda de troca, conforme argumentam, é algo imensurável: a fé. Do outro lado, antigos fiéis afirmam que foram enganados, levados ao erro e até extorquidos.

«Fui até a igreja querendo dias melhores e tudo que me deram foi uma porrada no nariz», conta, revoltado, o padeiro desempregado José Bezerra Leite. Ele diz ter participado de uma sessão de descarrego na Universal, na qual o auxiliar de um pastor, ao tentar exorcizá-lo, bateu sua cabeça no banco. O saldo da frustração é cobrado na Justiça: R$ 5.000.

Há também a história de um católico que pagou R$ 1.500 para casar na tradicional paróquia Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo. Ele pediu o cancelamento do evento, pois o padre interferia nos preparativos. O pároco se negou a devolver o dinheiro, e o caso foi à Justiça. O fiel parou de contribuir com a paróquia e agora reza em uma igreja ortodoxa, onde se casou.

Regras contra abusos

De acordo com o sociólogo e professor da USP Antônio Flávio Pierucci, o fato de os fiéis irem à Justiça reclamar seus direitos indica uma pressão para que sejam criadas regras que os protejam de abusos.

«Da mesma forma que um dia os consumidores se mobilizaram para que seus direitos fossem garantidos por lei, existe um movimento para que o fiel deixe de ser vítima de humilhações e para que a lei valha também para o pastor ou o cardeal», avalia. «As igrejas no Brasil possuem privilégios enormes, até mesmo fiscais, que criam terreno para arbitrariedades. A pessoa é livre para entrar, mas depois, pressionada e ameaçada, não consegue sair.»

O sociólogo Edin Sued Abumanssur, do departamento de teologia e ciências da religião da PUC-SP, considera que a disputa jurídica é conseqüência do processo de mercantilização da fé, na qual a relação entre igrejas e fiéis tende a ser mediada por dinheiro.

«A religião hoje é um produto pelo qual a pessoa paga, mesmo que seja simbólico. Se não, ela processa. É a lei do mercado, uma tendência em todas as igrejas», analisa Abumanssur.

Na avaliação de Pierucci, a frustração é mais forte para quem foi atraído por promessas e convertido a uma nova religião. «As pessoas chegam nessas novas igrejas com uma enorme expectativa de prosperidade instantânea», diz.

Abumanssur diz ainda que a Igreja Católica, com a renovação carismática, mostra que também está atenta ao que o leigo quer. «Por ser uma relação mais mercantil, os fiéis agem racionalmente, como qualquer consumidor.»

Na opinião de Antônio Evangelista de Souza, advogado de Maria _que processa a Universal_ queixas na Justiça por questões religiosas tendem a ficar mais comuns. Para ele, a liberdade de culto, garantida pela Constituição, não pode blindar a igreja que promete ao fiel algo que não pode cumprir. «É um contrato manipulado.»

Num tempo em que cartas psicografadas são aceitas como documento da defesa, como ocorreu em maio deste ano em um tribunal do Rio Grande do Sul, muitas igrejas ainda não aceitam sentar no banco dos réus e questionam a legitimidade do juiz para decidir sobre algo metafísico. Algumas chegam a citar longas passagens bíblicas para justificar suas atitudes.

Para o advogado da Congregação Cristã no Brasil Paulo Sanches Campoi, a liberdade de organização e doutrina das igrejas não pode ser analisada por uma lei humana.

«O juiz é uma autoridade estatal que não fez curso de teologia para decidir sobre a fé, algo íntimo que se insere na liberdade de se expressar religiosamente. Muitos morreram na fogueira por essa liberdade.»

De acordo com o advogado Adriano Ferriani, professor da PUC-SP e especialista em responsabilidade civil, não existe no Brasil uma lei que defina a relação entre fiel e igreja como um contrato a ser cumprido. Por isso, explica, é comum que os magistrados julguem como improcedentes ações movidas por fiéis desapontados. «Como não se trata de um contrato, deve-se provar que houve dano, culpa e nexo causal entre prometer e cumprir. É muito difícil provar que o fiel é muito ingênuo e foi induzido àquele erro. Fé e boa vontade são coisas que não podem ser mensuradas.»

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Embora não existam leis no Brasil que coibam este tipo de distorção doutrinária, a Palavra de Deus se bem interpretada e seguida dentro de uma proposta de honrar ao Nome do Senhor, possui ensinos que uma vez seguidos, evitariam que multidões se sentissem «decepcionadas com Deus».

* QUANDO É DEUS QUEM AGE, NINGUÉM PODE IMPEDIR - Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mäos; agindo eu, quem o impedirá? Is.43:13

O Problema é que às vezes o homem resolve dar uma «ajudinha» para Deus, e como pecador, acaba estragando tudo.

«No mundo tereis aflições, tende bom ânimo, Eu venci o mundo!» (João, 16.33). Parece que muitas igrejas entraram num mundo de faz de conta, crendo em fábulas e não na palavra de Deus. O Mundo não é um parque de diversões e nem a conversão é um ticket com direito um restante de existência numa terra encantada aonde não existe mais a dor, a doença e as tribulações. Jesus disse: «…tereis aflições»

«Não chamei nenhum desses profetas; contudo, garantem que falam em meu nome; não lhes dei nenhuma mensagem a transmitir; pois apesar disso, dizem que as palavras que proferem são as minhas. Se assim fosse, tentariam converter o meu povo dos seus caminhos maus. Serei eu um Deus que só pode estar num único lugar, e que não tem possibilidade de ver tudo o que eles fazem? Poderia alguém esconder-se de mim? Não estou eu em toda a parte, nos céus e na Terra?» Jer.23:21-24

Dica para identificar um falso profeta:

1) Se ensina algo que não tem pelo menos umas 4 referências bíblicas. Toda doutrina sã obedece esta regra, e toda heresia nasce de um versículo mal interpretado.

2) Se dá demonstrações de que o seu dinheiro é mais importante do que você. Falsos profetas também possuem falsos interesses. Para eles, coisas são mais importante do que pessoas. Para Deus, pessoas são mais importantes do que coisas.

3) Insistem que o muito estudar a Bíblia produz carnalidade.«A Letra Mata, mas o Espírito Vivifica». é o versículo predileto do falso profeta, tentando justificar que o estudo da Bíblia prejudica o seu leitor. A realidade é que eles não usam as regras de interpretação para darem margens aos ensinos falsos que proferem.

4) Pessoas que são a última palavra em conhecimento da Vontade de Deus.«Mas ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado…» Gal.1:8 – São os conhecidos «estou com a Bíblia e não abro»… e não abrem mesmo. Tudo o que pregam, ensinam e dizem receber de revelação não é pautado na Bíblia e nas experiências por elas relatadas.

Em 20 anos, faltará água para 60% do mundo, diz ONU

Февраль 15, 2007

Dentro de 20 anos, uma proporção de dois terços da população do mundo deve enfrentar escassez de água, de acordo com a FAO, agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, sediada em Roma.

Segundo a FAO, o consumo de água dobrou em relação ao crescimento populacional no último século.

Pouco mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo já não têm acesso a água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias, disse Pasquale Steduto, diretor da unidade de gerenciamento dos recursos hídricos da FAO.

Segundo ele, mais de 2,5 bilhões não têm saneamento básico adequado.

Steduto pediu maior esforços nacionais e internacionais para proteger os recursos hídricos do planeta.

A irrigação para cultivos agrícolas atualmente responde por mais de dois terços de toda a água retirada de lagos, rios e reservatórios subterrâneos.

Em várias partes do mundo, agricultores que tentam produzir alimentos suficientes e obter renda também enfrentam estiagens sistemáticas e crescente competição por água.

O que os agricultores têm que fazer, diz a FAO, é armazenar mais água da chuva e reduzir o desperdício ao irrigar suas plantações.

«A comunidade global tem conhecimentos para lidar com a escassez de água. O que é necessário é agir», afirma a agência das Nações Unidas.

China finge reflorestamento com tinta verde

Февраль 15, 2007

0785035700.jpgCerca de US$ 48 mil foram usados para pintar a montanha. (Foto: Reuters)
Um município do sul da China tomou uma decisão quase surrealista: para economizar o dinheiro e o esforço de reflorestar uma de suas montanhas, decidiu pintá-la de verde em vez de plantar árvores, denunciaram nesta quarta-feira (14) vários jornais do país.

O incidente ocorreu na localidade de Fumin, onde funcionou durante sete anos uma pedreira que arrasou mil metros quadrados da encosta da montanha Laoshou.

Os moradores que vivem ao pé da montanha se queixavam do barulho e do pó que a pedreira produzia, por isso esta foi fechada no ano passado. Em julho de 2006, algumas pessoas foram ao local e pintaram o monte de verde metálico em 45 dias de trabalho.

O fato só veio à tona nesta semana, em que fotos da montanha foram divulgadas por jornais de Yunnan, Hong Kong e Pequim, nos quais as casas parecem ter ao fundo, em vez de uma montanha, um cenário gigantesco de cinema de baixo custo.

Moradores da localidade consultados se mostraram reticentes a opinar sobre a iniciativa municipal. Um deles chegou a dizer que a paisagem agora é «muito linda».

Na imprensa da província, no entanto, a opinião é de que a idéia é «inútil e feia».

Um jornalista calculou que a tinta necessária para pintar o monte custou cerca de 470 mil iuanes (US$ 48 mil), quantia que, segundo os moradores de Fumin, daria para ter plantado árvores na montanha.

A obra foi uma decisão do Escritório de Agricultura e Florestas de Fumin, e aparentemente a cor verde foi escolhida seguindo as regras do feng shui – sabedoria popular milenar que diz como têm que estar dispostos os objetos e a luz em um ambiente.

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Se a moda pega, o Brasil teria que importar tintas. A Criatividade má usada reflete em ações ridículas como estas dos chineses. No ano em que o mundo acordou, era de se esperar uma ação ambiental concreta e eficaz de reflorestamento.

Terra está sob forte estresse

Февраль 5, 2007

Mudança do clima é só um dos problemas; pesca predatória e uso intensivo do solo também causam desequilíbrios

Grupo internacional, que é presidido por brasileiro, estuda o planeta como se ele fosse um grande e único sistema, cheio de interações

Com os resultados apresentados na sexta-feira em Paris pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança do Clima), o mundo já sabe que a culpa pelas aceleradas alterações climáticas das últimas décadas é do próprio homem.
Mas, conforme mostram as últimas análises do IGBP (Programa Internacional Geosfera-Biosfera, na sigla em inglês), as várias outras alterações em curso na Terra também devem ser debitadas na conta dos humanos. O alerta desse grupo de cientistas, presidido pelo brasileiro Carlos Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), é bem claro.
As mudanças climáticas são apenas uma das causas que estão estressando o planeta. Existem várias outras que precisam ser estudadas e levadas também em consideração.
«O estudo da Terra como um sistema (com a terra representada pela geosfera e a vida pela biosfera), onde se olha não apenas para o clima, mas para as mudanças nos oceanos e no uso do solo, e para o papel que os humanos desempenham em tudo isso, é fundamental para que possamos construir um planeta sustentável», disse na sexta-feira Kevin Noone, diretor do IGBP.
A partir dessa visão sistêmica, os dados mais recentes que emergiram dos trabalhos de pesquisa do grupo internacional revelam que existem problemas em todos os lugares.
Na terra, por exemplo, 50% da superfície do planeta, hoje, está domesticada de forma direta pelo homem. Esse uso indevido do solo gera erosões nas grandes cidades até diminuição nas dimensões das praias nas zonas litorâneas.
No mar, a pesca predatória já ocorre sobre 75% das espécies de valor comercial. Além disso, a atmosfera, por causa também do homem, apresenta uma variabilidade que foge dos padrões naturais existentes nos últimos 650 mil anos.
A extinção das espécies vegetais e animais também atingiu padrões irreais neste século.
Os cientistas do IGBP concordam que o mundo está assistindo a sexta grande onda de extinção de todos os tempos.
Para Noone, o último relatório do IPCC reforça também a importância da abordagem sistêmica proposta por ele.
«Nossa visão é que precisamos considerar as interações entre terra, atmosfera, água, gelo, vida animal, sociedades humanas, tecnologias e economias. Tudo isso em escalas geográfica e temporal», defende.

Águas geladas
Enquanto os políticos tentam agora criar formas de combater o aquecimento global, e os eventos extremos começam a ocorrer, como a enchente em Jacarta, Indonésia, nesses últimos dias – a pior dos últimos cinco anos pelo menos -, novas evidências científicas do estresse vão surgindo.
Um dos artigos publicados na última edição da revista científica «Science» ilustram a importância sistêmica realçada pelos pesquisadores do IGBP.
Em várias partes do mundo, como no litoral chileno e mesmo na região de Cabo Frio, na costa fluminense, existem as chamadas zonas de ressurgência. Águas frias, ricas em nutrientes, que emergem até a superfície do mar.
Conclusão prática desse fenômeno? No total, 20% da pesca mundial com fins comerciais ocorrem nessas zonas, apesar de elas cobrirem menos de 1% da superfície oceânica.
Os pesquisadores descobriram que em alguns desses locais, principalmente no litoral de Marrocos, as águas que chegam em áreas menos profundas estão cada vez mais geladas. E isso, por causa do aquecimento global, estaria alterado a interação entre água e ar.
Antes de qualquer tipo de comemoração, em princípio águas mais geladas poderiam trazer até mais nutrientes e, então, aumentar ainda mais a produção de pescado, é bom saber o que dizem os autores do artigo científico.
Na verdade, um grupo de pesquisadores da Alemanha, Romênia e Austrália.
«Nessas regiões existem um balanço complexo entre temperatura, química do oceano, circulação das águas e pressão por causa da pesca».
A autora principal do estudo, a alemã Helen McGregor, da Universidade de Bremen, não tem como dizer se essas alterações nas zonas de ressurgência – já foram obtidos registros parecidos na Califórnia, no Atlântico Sul e no Mar da Arábia-, farão com que a produção do pescado suba ou desça.

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«…Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente». Col.1

A Bíblia já diz há 2000 anos que o nosso planeta sofre as dores de parto, ou seja, linguagem simbólica do stress que o planeta suporta por causa do pecado da humanidade revelado através do desmatamento e desrespeito ao nosso meio ambiente.

Parece que 2007 entra de vez para o ano em que os cientistas acordaram para os efeitos catastróficos da cobiça humana.